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A pesquisa artística de Matheus Chiaratti abraça a pintura, o bordado, a cerâmica, a fotografia e a escrita em uma composição própria de fragmentos domésticos, em um repertório de formas extravagantes, naturezas-mortas e banquetes onde Sandro Penna toma um chá com

Félix González-Torres. De um ponto de vista simbólico,

é explícita a invocação a um repertório da mitologia pagã-cristã, relida com a ironia de um flâneur e com a consciência de implicações políticas do exercício de desejar. 

 

Na obra de Chiaratti, a voz dos poetas do passado coabitam com as minúcias da vida cotidiana, em situações artísticas em que um simples bilhete de metrô pode ser o pretexto poético para buscar um outro lugar onde afogar o próprio desejo, longe dos olhares curiosos

e impertinentes.

Giulio Verago

©2022 by Matheus Chiaratti.